sexta-feira, 27 de abril de 2012

Ele é a minha liberdade!


E ele tem o poder de fazer meu corpo feliz... Conhece cada parte dele como se o estudasse há muito tempo. Cada ponto que faz parte do caminho ao êxtase é percorrido por ele com tamanha presteza, que nos momentos que estou com ele a minha cabeça parece estar fora do mundo. Não quero perder nenhum momento, nem um detalhe. Atenta a tudo. Aos gestos, expressões, odores... Adoro os odores. Tudo que faz parte daquele momento magnífico e único. Não me canso de dar e receber prazer, de sentir cada parte do corpo dele e ter ainda mais desejo... É mais que prazer, é uma necessidade, um vício, a loucura que nos faz atraídos pelo proibido. Ele me faz sentir sexy, desejada, única...
E quando estou longe, se fecho os olhos, posso sentir o cheiro do corpo dele, lembrar do sabor que ele tem. Meu corpo dolorido me faz sorrir ao lembrar como tudo aconteceu. É bom sentir a liberdade que ele me oferece. Naqueles momentos sinto como se pudesse fazer qualquer coisa. E eu posso. Juntos não temos vergonha de dizer o que sentimos, o que queremos e principalmente de ser quem somos. Sem convenções, regras... nada além da minha vontade e da dele. Independente de qual seja essa vontade. Ele é a minha liberdade. 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Nobre Vagabundo


Quanto tempo tenho pra matar essa saudade
Meu bem o ciúme é pura vaidade
Se tu foge o tempo logo traz ansiedade
Respirar o amor aspirando liberdade
Respirar o amor aspirando liberdade
Quanto tempo tenho pra matar essa saudade
Meu bem o ciúme é pura vaidade
Se tu foge o tempo logo traz ansiedade
Respirar o amor aspirando liberdade
Tenho a vida doida encabeço o mundo
Sou ariano torto vivo de amor profundo
Sou perecível ao tempo vivo por um segundo
Perdoa meu amor esse nobre vagabundo
Quanto tempo tenho pra matar essa saudade
Meu bem o ciúme é pura vaidade
Se tu foge o tempo logo traz ansiedade
Respirar o amor aspirando liberdade
Tenho a vida doida encabeço o mundo
Sou ariano torto vivo de amor profundo
Sou perecível ao tempo vivo por um segundo
Perdoa meu amor esse nobre vagabundo
Sou perecível ao tempo vivo por um segundo
Perdoa meu amor esse nobre vagabundo
Perdoa meu amor esse nobre vagabundo
Perdoa meu amor esse nobre vagabundo
Quanto tempo tenho pra matar essa saudade
Meu bem o ciúme é pura vaidade
Se tu foge o tempo logo traz ansiedade
Respirar o amor aspirando liberdade
Tenho a vida doida encabeço o mundo
Sou ariano torto vivo de amor profundo
Sou perecível ao tempo vivo por um segundo
Perdoa meu amor esse nobre vagabundo
Perdoa meu amor esse nobre vagabundo
Perdoa meu amor esse nobre vagabundo

O retorno


Existem pessoas que tem o poder de mexer com nossos instintos. É estranho quando não sabemos lidar com isso porque nos dá a sensação de impotência diante dela. Apenas um gesto, um olhar... e o corpo parece que não responde mais por ele. É incrível. Você não consegue pensar direito e tudo que você disse que não faria mais... você faz. E depois vem uma mistura de satisfação com raiva... Em certos casos, maior é a satisfação. E esses são os perigosos... Mas se você age por instinto você não tem medo do perigo... Então... vamos aproveitar! Não é paixão... isso é certo! Talvez loucura... isso não sei dizer. Há uma tênue linha entre as duas coisas. E justamente no momento em que estamos entregues a este prazer proibido é que descobrimos que só ali somos nós mesmos. 

domingo, 15 de abril de 2012

Receita da Mulher


Vinícius de Moraesé


Receita de mulher
As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança,
qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize
elegantemente em azul,
como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso
que súbito tenha-se a
impressão de ver uma
garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só
encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas
que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso,
é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que
umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como no âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos então
Nem se fala, que olhe com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas,
e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras:
uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável.
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mas que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas que haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto, sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!).
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser frescas nas mãos, nos braços, no dorso, e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37 graus centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos
Ao abri-los ela não estará mais presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.





sexta-feira, 6 de abril de 2012

Para quem só da valor quando perde...


Muitas pessoas passam a vida buscando um amor. E grande parte destas pessoas, quando o encontra, não reconhece e o perde. Cansada das histórias de saudosismo dos que perderam e só depois reconheceram que aquela era a pessoa justa. Talvez por falta de preparo, ou egoísmo.
O fato é que, antes de perdê-lo, seguramente houve muitas provas e manifestações de que aquela era a pessoa justa. E a pessoa não reconhece.  Brigas por besteira, incapacidade de abrir espaço na sua vida da forma que o outro precisa, ciúmes... Uma lista que no fundo é composta pelo mesmo motivo: o medo!
Para muitas pessoas é muito mais fácil viver sozinho do que admitir que precise do outro. Do que admitir que não esteja certo em tudo, que é preciso fazer mudanças para passar para outra fase da vida. Admitir que ninguém é perfeito, que todos tem defeitos, que todos cometem falhas. Que às vezes o coração precisa falar mais alto que a razão e que isso não é pecado.  Isso é amor e crescimento. Amar é dar.
Existem oportunidades na vida que só aparecem uma vez. E que, se perdemos, vamos certamente lamentar pelo resto da vida...