domingo, 25 de junho de 2017

Como parei de fumar e usar sonífero

Spoiler: não existe fórmula secreta!
Comecei a fumar pouco antes dos 20 anos. Um cigarro ou outro na faculdade, quando bebia, depois um cigarro ou outro pra desestressar durante a semana, então comprei a primeira carteira e... lá se foram mais de 10 anos. Meu ego me deixava muito ansiosa, agitada. Tinha variações bruscas de humor, TPM fortíssima desde a primeira menstruação, trabalhava muito e sempre gostei da noite. Então, como tinha imensa dificuldade de cumprir compromissos durante o dia, resolvi recorrer a médicos que me receitaram os remédios tarja preta.
Então era o seguinte: durante o dia, pra fugir dos momentos de estresse, cigarro. A noite, para desacelerar a mente, sonífero. Isso se tornou ainda mais intenso depois do divórcio. “Como assim vou ficar na cama sozinha? Que nada, vou aumentar a dose e a noite vai passar que não vou nem sentir...” E não sentia mesmo.
Como citei em outros artigos, tenho estudado há alguns anos o Budismo, sendo acompanhada por uma terapeuta fantástica e, mais recentemente, tive uma mudança revolucionária na vida quando conheci a filosofia Seicho-No-Ie. É muito parecido com o Budismo. A gratidão é o primeiro e mais importante passo. Você entende que a sua mente te adoece e te cura, te enriquece ou empobrece, cria o sofrimento e o destrói.
Limpando a mente através da meditação e práticas, você descobre que é você quem determina como será o seu dia, seu futuro... Você entende que é energia. E que essa energia precisa ser trabalhada para ser sempre positiva. Que o pensamento coletivo pode ser perigoso e o quanto devemos ter cuidado com quem dividimos a nossa energia. Que somos um com a natureza e que, destruindo a natureza estamos nos destruindo.  Dentre outras coisas.
Então, eu não tinha o objetivo de parar de fumar ou usar os remédios. Na minha cabeça já fazia parte de mim. Fui descobrindo que muitos dos nossos atos são feitos, de forma inconsciente, para nos punir por algo que acreditamos merecer punição; que não era tão difícil quanto parecia ficar em silêncio e passar momentos dedicados a mim mesma. Que nosso corpo reflete tudo que pensamos ou dizemos. Fui descobrindo que mudando a forma de pensar, muda-se falar, o agir e tudo vai se encaixando. Evitar palavras negativas ou pensamentos como tristeza, raiva e vingança são passos primordiais.
 Se afastar de toda e qualquer pessoa que não seja verdadeira. Entenda: não foi uma escolha. As coisas foram acontecendo natural e gradativamente.
Uma das primeiras coisas que notei foi o fim da TPM. Sim, acabou. Sem choro, sem nervoso, sem brigas. Fim. Em seguida, notei que desde criança tinha dificuldade em ir ao banheiro e cheguei a passar 20 dias sem ir. Agora vou diariamente todas as manhãs. Meu cabelo cai muito menos. Minha pele ficou mais limpa e eu me tornei uma pessoa mais agradável e feliz. Meu apetite voltou com tudo. Nada de passar horas sem comer ou trocar refeições por petiscos.

Então, voltando ao cigarro e aos remédios, eu descobri que existiam alguns gatilhos para que eu fumasse: acordei, meditação, café = cigarro. Almoço, café =cigarro. Um aborrecimento com alguma coisa, ainda que pequena = cigarro. Não estava fazendo nada= cigarro. Jantar, café = cigarro. Cervejinha com os amigos= cigarro... Mas se estivesse concentrada em algo, curtindo praia, relaxando, praticando atividade física... podia passar muitas e muitas horas sem fumar ou lembrar do cigarro.
Comecei a perceber, depois de um tempo, que não era culpa da cerveja, do café, da comida... O meu ego associava todas essas coisas ao cigarro e isso virou um hábito. Ou seja, mesmo sem vontade eu acendia o cigarro. Então percebi que acendia e cada vez fumava menos. Jogava o cigarro inteiro fora, depois de dois tragos. Isso significava que o vício virou um hábito e que, se era um hábito, poderia ser modificado. Assim como o remédio. Fui diminuindo a dosagem dia após dia. E quando já estava na mínima meu ego dizia pra mim: “você não vai dormir”; “deixa pra parar na folga do trabalho”; “deixa pra parar na segunda-feira”; “quer ficar sozinha com seus pensamentos?”...
Quando vi que ambos eram fuga e hábito, decidi que esses hábitos não podiam dizer quem eu era nem o que fazia. Comecei a ficar incomodada com a fumaça do cigarro e ao mal que causava a natureza. Notei que quando alguém me pedia um cigarro eu falava pra ela não fumar porque sabia que lhe faria mal. Mas, porque isso não acontecia comigo mesma? Então, parei de alardear que pararia de fumar (como disse antes, a energia das pessoas contribui muito para o declínio ou levantamento de um projeto). Comprei uma carteira de cigarro, fumei, coloquei na bolsa e lá ela permanece até hoje. Sem alarde. Sem publicidade. Só parei e pronto. Quando me vejo lembrar do cigarro pergunto: É vontade ou hábito? Sinto que era realmente hábito e passa. Na hora de dormir, enfrentei meus pensamentos, medos e fui deixando o remédio também.
O processo não é rápido. Não espere isso. Parar de fumar foi uma consequência, não um objetivo. Ainda falarei sobre este processo algumas vezes para quem quiser abandonar hábitos de longos anos e farei vídeos sobre o tema para aborda-los com maior profundidade. Mas, em resumo, o processo depende desses fatores: se livrar da culpa, conhecer e enfrentar seu ego, dominar sua mente e cuidar da sua energia e espiritualidade. Quando você se conecta com o Deus que vive e brilha dentro de você, nada nem ninguém pode te dominar ou manipular. Vale a pena tentar!

Muito obrigada!
Até a próxima!
Namaste

sábado, 10 de junho de 2017

O árduo (mas válido) caminho para a felicidade


Grande parte das pessoas que conheço tendem colocar preço em tudo. Ou dizer que não tem preço. Mas, sabe o que quer dizer valor? E a diferença entre preço e valor? Quando aprendemos o valor das coisas, nossa vida se torna mais fácil. Mas o percurso até chegar a esse ponto deve ser feito com sabedoria.

Há um tempo, tudo que me fazia “feliz” tinha preço. Triste? Roupa nova.  Desanimada? Sapatos. Agitada? Vinho caro. Estressada? Festa ou jantar num lugar bem caro. Carente? Pagar o jantar pra um paquera novo ou dava uma festa pra “amigos”.  Acreditava piamente que tudo isso me preenchia e que era imensamente feliz.

Quem acompanha os artigos que escrevo, sabe que tenho buscado há alguns anos por um encontro arriscado, mas válido: um encontro comigo mesma. E neste percurso descobri que tudo que eu comprava era uma forma de disfarçar a carência por este encontro. E então eu me encontrei...

Terapia, meditação, ioga, oração... o percurso não foi fácil, confesso. Mas valeu cada lágrima, cada vez que fui ignorada por pessoas que antes não viviam sem meus presentes e festas, noites sem receber uma ligação enquanto chorava copiosamente por vários motivos... E então eu fui apoiada por grandes pessoas. Mas nenhuma delas me deu uma fórmula secreta para isso. Todas elas me mostraram o quanto era importante e possível ser feliz com uma pessoa que vivia dentro de mim, mas que estava tão escondida por dogmas, hábitos que julgava como meus e tantas outras coisas.

Foi uma limpeza profunda e dolorosa. Como descascar uma cebola, camada por camada, para chegar ao centro. E então eu cheguei ao centro. E descobri uma pessoa completamente renovada e feliz. E descobri que não estou sozinha. Dentro de mim existe um Deus tão grande e poderoso, que me preenche de uma forma tão maravilhosa, que simplesmente não me deixa faltar nada.
E só então pude contemplar coisas como a lua refletida no mar no intervalo do trabalho, o sorriso das pessoas que eu atendo com amor e gratidão e me respondem com os mesmos sentimentos, longas conversas com grandes e verdadeiros amigos, dar risada de um programa de TV até doer a barriga, se emocionar com uma propaganda de TV, ler diversos livros sobre temas diversos e aprender muitas coisas novas, perder a noção do tempo meditando, orar compreendendo as palavras e a força que elas tem, tomar decisões conscientemente e não deixar que o ego ou o medo decidam por mim, valorizar o meu corpo e a minha mente... E tantas outras coisas.
Isso não tem preço. Mas é de um valor inestimável. Estou me tornando a pessoa que estava escondida. E eu amo esta pessoa. Você merece isso também. Se eu pudesse te dar um presente escolheria, sem sombra de dúvida, o caminho para dentro de você mesmo. Só depois disso você irá entender o quão importante é se amar. Aí então estará pronto para amar a todos a sua volta.
Muito obrigada!
Até a próxima.
Namaste

domingo, 4 de junho de 2017

O silêncio traz todas as respostas


Todas as noites sigo alguns passos antes de dormir e ao acordar: orações, meditações... O objetivo é dormir e acordar com positividade e gratidão. E isso funciona mesmo. Li estudos que revelam a importância dos minutos que antecedem o sono, já que a nossa mente continua trabalhando durante o mesmo, e a importância do que fazemos ao acordar, que determina como será o nosso dia.
Se antes de dormir, por exemplo, você ficar pensando em trabalho, tentando solucionar problemas, remoendo desentendimentos, seu sono vai demorar a chegar, é quando acontecer vai ser cansativo e com grande possibilidade de pesadelos. Já te aconteceu isso? Mas, se trocarmos estes pensamentos negativos por pensamentos alegres e positivos, nosso corpo fica mais relaxado, nossa mente mais tranquila e o sono mais relaxante. Observe!

Quando acordamos e temos a sensação de que não dormimos o suficiente, ficamos de mal humor, tendemos a, por exemplo, bater o dedo na quina da cômoda, derramar o leite, perder a hora, se desentender com o colega de trabalho e por aí vai. Mas, se ao acordar levantarmos da cama sem curtir a preguiça, agradecermos pelas horas de sono, tirar alguns minutos para contemplar a paz, o silêncio, o amor, a gratidão e determinarmos, com ênfase, que este dia já está sendo muito bom e tende a melhorar ainda mais, acredite: seus dias serão esplêndidos!
Veja: não estou te pedindo pra dormir cedo, acordar cedo ou coisas do tipo. Estou te pedindo para tirar alguns minutos do dia para você. E quando isso virar um hábito e os resultados começarem a aparecer, a tendência é que você vá aumentando gradativamente esse tempo. É mágico! Aprendi isso com uma grande amiga, que me apresentou a ioga e a filosofia Seicho-No-Ie, e em minhas pesquisas e leituras sobre os grandes monges, filósofos, físicos, escritores... Note que um ponto comum entre todos eles é o tempo que dedicam a si mesmo.

Já ouviu o ditado: o silêncio traz todas as respostas? Acabei de criar  (risos). Mas é a pura verdade. Ouça mais do que fale, seja grato, prese pelo tempo de qualidade que tem com você mesmo, ore, medite, leia... Cuide bem de você mesmo. Sendo amado e bem cuidado por você mesmo, você se tornará mais feliz, produtivo, seletivo e poderá contribuir da melhor forma possível para a sociedade.
Muito obrigada pela leitura!
Até breve.
Namaste